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Um caso
by Victor Manuel Pereira dos Santos - Sunday, 25 July 2010, 10:08 AM
 

Banda_DesenhadaCom os acontecimentos recentemente registados na FPTDA, existem, 3 casos que mereceram a minha reflexão e esta divulgação pública.


Este caso muito paradigmático quase poderá ser um caso notável, não da matemática, mas sim da aldrabice e apropriamento de dinheiros públicos indevidamente.
Sabe-se, hoje, que esta situação vigora desde Janeiro de 2009, com os contornos que passo a informar:

1 – Um Director só pode ser remunerado se para tal houver proposta apresentada pela Direcção, que fundamente esse facto e a mesma seja aprovada pela Assembleia Geral.

2 – Nem num nem noutro local se encontram registos desta situação.

3 – Numa tentativa desenfreada, digo eu, depois de várias insistências para uma explicação sincera das especulações que circulavam, esse Director terá pedido a sua demissão em 31 de Dezembro de 2009. Tal como a proposta de vencimento também a carta de renúncia, não é presente em reunião de Direcção ou foi entregue sequer ao Presidente da Mesa da Assembleia. No entanto foi apurado que já em 2010, aí pelo mês de Março esse Director, ex-Director, assina como Director.
Em desespero de causa terá afirmado que houvera um acordo verbal com o Presidente da Direcção da FPTDA para um vínculo de trabalho, que tal como as situações anteriores nunca saiu de um qualquer baú.

4 - O interessante desta situação, é que a partir de Janeiro de 2009, e até ao final do ano, são feitas transferências para a sua conta bancária de importâncias fixas mensais em número total de 14, ao valor unitário de 1.470,00€, conforme se podem confirmar nos valores em aberto não documentados.

5 – Para qualquer autorização de transferência bancária, num Clube, Associação, Federação, Empresa, etc., é obrigatória a inserção de dois códigos atribuídos a pelo menos duas pessoas distintas, e para pasmo de todos eis que uma mesma pessoa tinha acesso aos códigos disponíveis e ela e só ela poderia fazer as transferências que quisesse e para onde quisesse da forma como quisesse. E quis, quis fazer para seu próprio proveito, dizendo que era o valor acordado para a sua estadia a tempo inteiro na Federação.

6 – Sabe-se ou sabia-se que esse Director estava ou esteve no Desemprego, fatalidade que preocupa muitos dos nossos concidadãos. A estadia dele diariamente ou com muita frequência, não seria de estranhar de um Dirigente, que perante uma fatalidade, resolve e muito bem, aproveitar o seu tempo disponível em coisa útil e na defesa da causa federativa onde era membro. Para os colaboradores da FPTDA, não foi caso estranho, nem tão pouco para o Contabilista que nunca viu qualquer documento a quitar as transferências efectuadas.

7 – O desenlace ocorrido nas últimas semanas terá apanhado esse Director, ex-Director desprevenido, e na tentativa de remediar um erro intolerável, continua a apresentar-se na sede Federativa e tenta entregar ao Contabilista os documentos das transferências efectuadas, através da apresentação dos chamados Recibos Verdes que naturalmente foram recusados por colocarem a Federação noutra irregularidade ao não terem procedido à retenção na fonte de IRS, se necessário ou da informação ao fisco do pagamento por esta via de tais importâncias.
Diga-se também que o próprio estaria em incumprimento, por não ter liquidado IVA, logo após o recebimento de valor superior aos 10.000,00€, isto no caso de não ter ultrapassado este valor anteriormente.

8 – Segundo consta, a conselho de um advogado, foi transmitido a esse Director, ex-Director, que se deveria continuar a apresentar no seu local de Trabalho. Qual local de trabalho? Que eu saiba existe a necessidade da existência de um contrato de trabalho a termo ou a termo certo, ou de prestação de serviços e sobre isso nada aparece. Depois o pagamento é normalmente efectuado pela Federação para a conta dos seus colaboradores pelo Director Financeiro, ou pelo Contabilista, que também terá a preocupação do pagamento das Retenções na Fonte ou da segurança Social.

9 – A única relação coerente nesta situação é que era o Director Financeiro que fazia a transferência dos valores mensais, mas só por mera coincidência este e o beneficiário, eram ele e ele mesmo.

10 – Estamos pois em presença de um caso de polícia, com contornos de fraude por transferência ilícita continuada de capitais.

11 – Em toda esta reflexão está por base os documentos das contas apresentadas em Assembleia Geral, as palavras do próprio na reunião de Clubes e Associações, que não deixam muita margem para as dúvidas.

12 – Embora todos os que lerem esta reflexão saibam de quem se trata, mas para evitar outros melindres a outros ex-Directores, sobre quem é mencionado, aqui vos digo que falo do Raul Correia.

Lamento, esta ocorrência não pelo visado, pois tenho a consciência que tudo foi devidamente premeditado, mas pelo efeito que causou esta situação, fundamentalmente aos Ginastas; Técnicos; Juízes; Clubes e Associações.

Existem ainda umas dúvidas, que só serão necessárias descodificar, caso algo de anormal ocorra, para além do apuramento das verbas transferidas da mesma forma durante o ano de 2010.

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Re: Um caso
by Maia Bruno - Sunday, 25 July 2010, 07:04 PM
 
Isto a ser provado é um caso gravissimo e assim se percebe onde o dinheiro dos nossos seguros foi parar...
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Re: Um caso
by Joaquim Castro - Sunday, 25 July 2010, 07:59 PM
 

Não estando no meio da ginástica e dos trampolins pouco sabia do que aconteceu na verdade na FPTDA. No outro dia, um amigo contou-me o que estava a acontecer. Afinal nem sequer há bons malandros. Há malandros, mas são maus.

Então os senhores bem dispostos e sorridentes que andavam pelas competições, sempre com a sua corte, cheios de salamaleques e como sempre nestas coisas, bajulados por muitos (há sempre a esperança de sobrar alguma coisinha e, estando ali, pode ser que nos calhe a nós), deram o golpe do baú? Falaram-me de 400.000 euros. É verdade? E não foram denunciados à policia? Espero que o sejam! No mínimo.

Contaram-me que alguém estava a tentar salvar a FPTDA. Uma Comissão Administrativa de 14 ou 15 pessoas. Nada mau para começar. Nada melhor que 14 ou 15 pessoas, para que pouco se faça. Não conheço muitos, mas tenho a certeza que há pessoas experientes no mundo da ginástica, que sabem que nada melhor para nada fazer ou fazer mal feito, que uma multidão. Quando uma empresa ou uma organização se encontra numa situação de risco de falência, opta-se por nomear 3 a 5 pessoas para resolverem o problema. Porquê? Porque caso se escolha um grupo alargado de pessoas, temos representatividade, mas não temos eficácia, nem eficiência. Não sei que resultados essa comissão alargada tem conseguido, mas estranharia que alguém soubesse com rigor o que se conseguiu ou se passa.

As Comissões Administrativas alargadas justificam, muitas vezes, a sua opacidade, devido a sentirem que não necessitam de prestar contas a ninguém, pois são constituídas por representantes de todas as partes. Nada mais errado. Não me admiraria que daqui a algum tempo seja a própria Comissão Administrativa a ser colocada em causa, pelos seus pares. E aí é o fim da FPTDA. Desejo estar enganado.

O que se pode fazer?

Eleições.

Rapidamente.

A Comissão Administrativa devia prestar contas à Assembleia da FPTDA, dizendo o que foi feito ou está a ser feito. É uma forma transparente de iniciar um novo ciclo na PTDA e nas suas estruturas. E um sinal de maturidade e responsabilidade deveria também ser dado por todos os membros da Comissão Administrativa, não se candidatando a nenhum cargo executivo nas eleições da FPTDA.

Tenho escrito algumas vezes para o tramp.com.pt, mas depois do que os tais senhores sorridentes fizeram e o que se está a fazer na FPTDA para a “salvar” e aos milhares de ginastas, já não haverá mais nada a dizer. Boa sorte para os futuros dirigentes da FPTDA. Por mim, fico-me por aqui. Nem mais um passo, nem mais uma palavra escrita. Boa sorte para a FPTDA. Vou continuar adepto e a frequentar as competições. Com tranquilidade como diria um ex-treinador do meu clube.